Aristides, tão querendo roubar minha bicicleta!

Pega mas não pega tudo não

A história da Moral e Bons Costumes

Paranga de Castelo

A história da beterraba

Olha, sem as mãos!

O que é isto?

São tantas recomendações...

O primeiro disco da Moral

Paranga de Castelo - A Compra da Primeira Bateria


Após alguns meses de banda, e participando intensamente de vários festivais estudantis, sem bateria não dava mais pra ficar.

“Então o que fazer?” (Frederico, o bem loco - essa é outra história)

É claro, seu burro, comprar uma!” (Bocca, o criatura bruta - essa é outra história)

Tá, mas com que grana? Que grana, caralho? ” (Largura, o Salin - essa é outra história)

Eu tenho a solução.” (Alemão, o filho da mãe dele - essa é...bem sê já sabe)

Como sempre, ninguém deu bola, mas no fim, ouvimos o que o Alemão tinha a dizer. O pai do Alemão estava no ramo paralelo de engarrafamento e comercialização de bebidas importadas. Desviou uma garrafa de “Balla 12”, e fizemos uma rifa na escola.

Devido à causa nobre, vendemos rapidamente a rifa. Por ter sido assim, colocamos mais alguns números a venda, o que causou muitos protestos, e então encerramos as negociações, e abrimos a rifa. Quem ganhou, foi o Stankievsk, um dos maiores bocas de litro do Senai. Por mais incrível que pareça, não quis a garrafa, que ficou no carro do Alemão, o que já emenda em outra história, que depois contamos.

Com o dinheiro na mão, começamos a procurar uma bateria usada. Era pouca grana, e as baterias que apareciam eram bem estouradas. Neste momento, Frederico Alfredo Rossi, que até então nada tinha feito, teve uma excelente idéia.

“Meu, joga a grana na minha mão, que eu vou comprar uma "coisa", misturo com sotocarda e bosta seca de vaca, e vendo tudo pro Norberto e pros amigos dele, dobrando essa verba”.

A idéia era excelente, se na época o Frederico não fosse tão chegado na "coisa". Como a situação tava braba, a turma resolveu arriscar.

Com a grana na mão, Frederico não teve dificuldades para adquirir a mercadoria. Para saber o grau de mistura que poderia agregar ao produto, sem dúvida nenhuma teria que experimentar, a fim de determinar o quão pura era a droga. Êta degustação demorada, sô! Após definir o percentual de mistura, metade da coisa já tinha sido utilizada.

“Agora fudeu... a mistura tem que ser grande, pra dar volume e recuperar o investimento .”

Material pra misturar não faltou. O Pablo ajudou a coletar a sotocarda no Senai, e a apresentação do produto foi bem feita, com papel alumínio e tudo. A entrega da coisa foi no metrô Paraíso.

Resumo da ópera:

• A grana devolvida aos cofres da Moral foi a mesma que saiu.

• Vale lembrar, que a inflação na época era de 80% ao mês, como bem salientou o Largura;

• Compramos a bateria que deu, e o Frederico se virou para reformá-la;

• Frederico, para manter sua integridade física, jamais voltou ao bairro do Paraíso.

É interessante lembrar que o resto da grana (para comprar a batera) foi arrumada com o único festival que Moral ganhou. Lógico que não foi em grana e nem em fumo, foi uma bolsa de estudos a qual tivemos mais trabalho pra vender do que pra ganhar o festival.