Aristides, tão querendo roubar minha bicicleta!

Pega mas não pega tudo não

A história da Moral e Bons Costumes

Paranga de Castelo

A história da beterraba

Olha, sem as mãos!

O que é isto?

São tantas recomendações...

O primeiro disco da Moral

O que é isto?


Por Frederico Alfredo Rossi

Nos momentos de folga do SENAI, eu, o Alemão, o Sungão, o Lebre, o Carlão Cocada, o Sueli, o Élson, o Zelão, o Pablo, o Juan, o Marlos, o Galego e a Biro Biro, a Cristininha, a Tereza, a Rósangela, a Cidinha, a Regiane e a Tangão, íamos tomar café no estabelecimento do seu Manoel Português.

O boteco era um lixo, mas o tratamento era legal, o pão-com-manteiga fresquinho, e o pingado sempre quente. O preço também compensava, mas fiado jamais! Era regra do bar.

Um certo dia, o Carlão Cocada, que era meio redondo de tanto comer, saiu sem pagar, pois alguém pagaria para ele. Então, o seu Manoel, como um galo Luso no auge da forma, saltou por sobre o balcão, avançou pela calçada, e saiu aos berros:

− Ó pch, ó pch, ó gurdínhu...... ó gurdínhu...... vaish me pagaire, ó p’lantra, vai te embora ó rapaish!

Algumas coisas no bar eram de impressionar. Na entrada, uma Nossa Senhora de Fátima tão engordurada, que nem se ela quisesse faria qualquer milagre. Uns potes de doces, muito, mas muito velhos. Era a mesma paçoquinha há anos. E os torresmos... aahh, os torresmos deviam ser de algum bicho pré-histórico.

O que mais nos intrigava era um enorme pote de vidro com um líquido dentro e alguns vegetais boiando. Eu ficava olhando aquele vidro, após uma sessão de Ioga Entorpecente, e podia e posso jurar que os vegetais estavam se movendo, com vida própria. O Pablo e o Juan também juram.

A gente sempre sacaneava o seu Manoel, mas tínhamos uma certa reserva em tocar no assunto daquele pote de vidro. O que seria aquilo? Uma simpatia? Uma mandinga? Os restos mortais de sua mãe trazidos do velho mundo? Um remédio para curar gagueira?

Não... não podia ser... nos recusávamos a acreditar que aquilo fazia parte dos quitutes oferecidos por nosso amigo Lusitano à sua minguada freguesia. A única forma era perguntar, e então o Pablo se prontificou e lançou a questão:

− Seu Manoel............. que porra é essa?

− Ora poish, ichto ǽ Piclesh..........ichto con uma c’rveja vai bain que é uma coisa!!!

Por essas e outras, quando perguntam para a Moral “O que é isto?”, e não estamos muito a fim de explicar, logo respondemos: ISTO É PICLES!