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A história da Moral e Bons Costumes

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A história da beterraba

Olha, sem as mãos!

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O primeiro disco da Moral

A HISTÓRIA DA MORAL & BONS COSTUMES



O Início

O Frederico, que morava próximo a um campo de futebol onde tinha muito fumeiro, tocava em escola de samba e era colega de classe do Alemão. Esse era um roqueiro com suas influências no hard-rock dos anos 70, menino politizado cheio de ideais revolucionários e que ainda não tinha definido seu instrumento (tocava guitarra). Tinha estudado com o largura no Sesi onde praticavam handbol juntos e tinham o mesmo gosto musical. Entrou no Senai por último. O Bocca não era amigo de nenhum deles, curtia rock, porém já tinha um pé no punk. Também gostava de política e estudava em uma turma intermediária entre o Silvio /Frederico e o Largura. Com isso o estilo da Moral foi constituído. Talvez o caminho tenha sido escolhido por ter um pouco de cada um e ao mesmo tempo não ter nada a ver com nenhum.

O nascimento da Moral & Bons Costumes

O primeiro show da Moral & Bons Costumes foi em 1983, exatamente no dia 5 de novembro, em um festival interno no SENAI, onde todos os integrantes estudavam. O nome da banda nesta apresentação era Banda Zero Creditos E Os Pontos Negativos (uma sátira ao sistema de avaliação da escola e aos nomes dados às bandinhas da época: Kid Abelha E Os Abóboras Selvagens, por exemplo).

Participamos com três músicas: "A Morte Do Filho Pródigo", "Rock Do Limão" e "Noite Ensolarada Na Piscina de Nabuco" (as duas últimas eram plágios de duas músicas do Premê...). Além disso, fizemos a abertura de dois dias do evento, um com "Burrice Precoce" e o outro com "Concheta". Desde essa época, a Moral já realizava "performances" na maioria das músicas.

A formação da banda nestas primeiras apresentações era: Frederico na bateria, Largura na guitarra, Alemão na outra guitarra (não tínhamos contrabaixo ainda), Bocca no vocal, Norberto e Maravilha nos backing vocals, a participação especial do Kojac na performance de Concheta e Dante no violino na música “Noite ensolarada na piscina de Nabuco”.

O resultado, como esperado: não ganhamos porra nenhuma, mas demos inicio a uma longa jornada de festivais onde conseguimos continuar invictos "não ganhando porra nenhuma".

Primeiros passos (segundo o Bocca)

O nascimento da Moral se teve depois daquele festival onde, como já citado, não ganhamos nada. Porém a repercussão foi muito grande. Então resolvemos começar a participar de mais festivais. O nome da banda, no entanto, era muito regional, só quem era da escola compreendia. Então escolhemos outro nome. Não me lembro de quem foi a sugestão, porém foi aceito sem oposição. (Segundo o Frederico a sugestão foi do Alemão)

Com o batismo de Moral & Bons Costumes, começamos a procurar festivais. Porém, outra coisa perturbava a Moral: com que roupas iríamos nos apresentar? No 1º festival o único que trocava de roupa era eu (o Bocca). Então tentamos trazer um pouco da “tradição família e propriedade” ao palco: o Largura, com todo esse corpinho meigo, tocou como escoteiro, Silvio Alemão (apelido dado a ele não por causa da cor de seus cabelos e sim pela propaganda da Zacarias - Nestor , Gastão alemão - vestiu-se de padre, o Frederico não me lembro, e eu trocava de roupa conforme a música: em “Rock do Limão”, me vesti estilo rocker com um colar de um limão galego, e “Nabuco”, vestido meio zorro sem máscara e capa com um chifrinho luminoso escondido sobre um chapéu. Assim começou a jornada da Moral.

O primeiro disco

A Moral foi convidada por um estúdio de Santo André a participar de um projeto chamado “Garagem”, onde várias bandas iriam tocar ao vivo e as melhores músicas seriam escolhidas para fazer parte de um vinil. Porém, nada é normal para a Moral.

A Moral entrou no projeto, fez o 1º show com casa totalmente cheia e aguardou pra poder fazer a escolha das músicas. Daí veio a notícia de que, com essas músicas, não seria possível encaixar a Moral com outras bandas. Com isso, a Moral teve que fazer mais um show e gravar o vinil inteiro.

A Moral fez novamente um show de casa cheia e esperou pra começar a mixagem.

Depois de vários problemas técnicos, o estúdio disse que não tinha grana pra fazer a capa. Lá foi a Moral fazer mais dois shows em prol da capa do disco...

Com isso surgiu um disco sem produção alguma, com o nome de “Volume 4”, não só em homenagem aos grandes discos com esse título (Led e Sabath), mas porque foram necessários 4 shows pra gravá-lo.

Depois de tudo quase pronto, o lançamento do disco da Moral foi marcado. Como o estúdio não conseguiu entregar a capa em tempo, o lançamento foi dividido em dois: o lançamento do disco e o lançamento da capa do disco.

Depois de tudo isso, a proposta indecente: o estúdio informou que a Moral teria apenas 15% do valor do disco que foi totalmente financiado por ela mesma! Resumindo: enfia no cu essa merda!!!

E assim foi lançado o vinil, porém não foi distribuído. Algumas cópias foram vendidas em shows e o resto das 1000 cópias ficaram entaladas no estúdio.

O segundo disco

Devido a mudanças na formação da Moral (músicos novos) esta necessitava um estímulo (shows). A Moral foi tocar numa faculdade de Ribeirão pra estrear o novo integrante. O show aconteceu e novos espaços foram se abrindo. Com isso, pintou a idéia de gravar um CD, este não ao vivo, e começar a trabalhar melhor as músicas.

Faríamos alguns arranjos novos, convidaríamos alguns instrumentistas e arranjaríamos algum produtor (peça chave pra se ter um bom produto final).

Este CD foi feito com o maior critério individual possível. Porém o produtor escolhido não conhecia e nem entendia qual era o foco da Moral. Dessa maneira, o trabalho saiu depois de um desgaste imenso e o resultado final não agradou. Tentamos então levar este trabalho a algumas produtoras, chegamos a entregá-lo na Eldorado, que na época estava abrindo algumas portas para música alternativa. Depois de esperar alguns meses, veio uma resposta até hoje não muito bem digerida pela Moral:

"Se não fosse o lançamento dos Mamonas, apostaríamos em vocês , pois, apesar do som ser completamente diferente, a questão do humor está em alta e viria a comparação...”

Depois disto houve um desanimo geral. Da banda original só restaram o Bocca e o Largura.

Como chegamos aqui

Depois de algum tempo, o Bocca foi procurar o Frederico, o baterista com o verdadeiro espírito da Moral. O Alemão também voltou. Com a formação original reunida, a Moral voltou com força total em festas, shows e festivais. O Alemão, no entanto, deixou novamente a banda por motivos profissionais. A Moral já tinha iniciado a gravação de um disco num estúdio pertencente a um baixista, Marcus Torrada. Esse então assumiu o contrabaixo e a Moral é o que é hoje: Frederico, Torrada, Bocca e Largura.